domingo, 28 de março de 2010

Renato Russo 50 anos...

É... o dia de ontem significou muito.
50 anos estaria completando no dia 27 de março de 2010 Renato Manfredini Junior, o Renato Russo.

Torna-se impossível falar dele sem a recordação tênue da figura de meu Irmão.
Ele foi o sopro que me levou as canções do poeta Renato Russo. Foi ele quem me ensinou os primeiros acordes de "Há Tempos".
É impossível falar de Renato Russo, sem lembrar do último volume no carro, ao som de "Que Pais é Esse", ou até mesmo baixinho, na varanda da casa de meu pai, só eu e ele, tocando e cantando "Música Urbana".

Das madrugas em Ilha Grande, numa roda de gringos, lá estávamos nós, eu com os meus 12 e ele com seus 28, cantando em alto e bom som "Geração Coca-Cola".
São inúmeras as lembranças que fazem essa junção nobre, e que me remetem a um tempo de nostalgia.

Foi com o ele que conheci a banda Legião Urbana e foi com os ideais desta banda, passados em suas músicas que eu aprendi a exteriorizar os meus sentimentos.
Não seria justo deixar de citá-lo nesta data.

Bom, era pra ser algo em homenagem aos 50 anos de Renato Russo e acabou sendo um misto de lembranças do meu querido Jejeco.
Como disse, seria impossível não lembrar dele falando de Renato Russo.

O mais sincero sentimento de amor. Aquele que simplesmente me aceitou!
A falta que me faz é parte do vazio que passa a existir em mim, a partir de agora.
Meu irmão, meu amigo, professor, companheiro e parceiro de toda hora...
Você faz muita falta!!!

"É tão estranho
Os bons morrem jovens
Assim parece ser
Quando me lembro de você
Que acabou indo embora
Cedo demais

Eu continuo aqui
Meu trabalho e meus amigos
E me lembro de você
Em dias assim
Dia de chuva
Dia de sol
E o que sinto não sei dizer...

Vai com os anjos
Vai em paz
Era assim todo dia de tarde
A descoberta da amizade
Até a próxima vez...

É tão estranho
Os bons morrem antes
Me lembro de você
E de tanta gente que se foi
Cedo demais!

Lembro das tardes que passamos juntos
Não é sempre mais eu sei
Que você está bem agora
Só que neste mundo
O verão acabou.
Cedo demais!"

segunda-feira, 22 de março de 2010

One day in New York...

Nova Iorque, 28 de fevereiro de 2010, aeroporto internacional La Guardia, 14 horas e 45 minutos.

O dia começou já intenso pela manhã, como tem se repetido nesses últimos dias em que estivemos por aqui. Foram seis dias. Eram para ser cinco, mas devido aos fenômenos naturais de uma nevasca ferrenha que acabara de ocorrer, ficamos por mais um dia a espera da normalidade para o voo então poder nos conduzir ao destino almejado desde o princípio.

O dia seguiu, resolvi pular da cama. - Ela balbuciou a falta de afago. Apanhei a toalha e fui me banhar. Coloquei minhas vestes as pressas e sem excitar fui ganhar as ruas geladas e cobertas de neve de Nova Iorque. Desci a 94 street, seguindo a diante pela Broadway, vislumbrando as vitrines límpidas de lojas diversas que o capitalismo selvagem estadunidense cisma em amontoar pelos bairros tradicionais das grandes cidades. E assim segui...

A cidade mais famosa do mundo já havia acordado. Os cidadãos novaiorquinos já estavam dispostos naquele corre-corre costumeiro do dia-a-dia, as quais se reservam as grandes cidades. Não há tanta diferença assim - e isso é, categoricamente, um adendo meu - entre esta cidade da qual me reporto neste instante, de outras poucas que já estive no Brasil, como Rio de Janeiro e São Paulo, talvez.

Há de fato uma publicidade bem elaborada. O glamour e a imponência de se poder dizer "estive em Nova Iorque". Há também, todos os efeitos Hollywoodianos que se mostram latentes nas ruas e avenidas daqui. Vale a pena conhecer! Nunca dispense uma oportunidade. E se tiver de escolher entre as metrópoles por mim citadas aqui, escolha Nova Iorque, claro, e esqueça o resto do que disse.

A caminhada se seguiu, á só, como as vezes, quando possível, gosto de me permitir. Vaguei até a 79 st, acompanhado somente dos devaneios e pensamentos meus. Ao redor estavam pessoas correndo atrasadas para os seus trabalhos, outras sem trabalho, procurando por algum "qualquer" que lhe seja pertinente a saborear uma boa promoção de dois sanduíches por três dólares. Havia também a grande movimentação dos funcionários públicos em retirar das ruas os estragos e incômodos causados pela nevasca que, outrora havia castigado a cidade mundialmente conhecida.

Encontrei uma grande amiga de viagem. Bem no momento em que o sinal fechou pra mim, e se abriu pra ela, possibilitando assim, tudo aquilo que a posteriore resolveria tentar calcular para entender. Lá estava a minha companheira destemida de snowboard, acompanhada de seu namorado. A caminhada já havia sido considerada satisfatória por mim até então, e agora, passara a ser promovida a prestigiosa.

Entre a 93 st e a 94 st com a Broadway Avenue, no meu regresso ao movimentado quarto 1126, por uma daquelas coincidências que lhe faz perder horas depois refazendo todo o trajeto na tentativa de calcular qual seria a projeção aritmética capaz de medir a dificuldade de acontecer coisas desta natureza, ou quem sabe, a probabilidade sobre o tempo dividido pela velocidade em que a caminhada ocorrera. Enfim, superada a tentativa de calcular a tal da coincidência, resolvi considerar a palavra consequência.

Trocamos abraços, palavras de carinho e saudade. Conheci seu namorado, de quem já ouvira falar no pretérito. A convidei para subir ao nosso quarto e dar um "oi" a galera. Que a essa altura, no avançar das horas, já estavam alvoroçados para arrumar as malas a tempo e não ter que pagar por mais uma diária no hotel no qual estávamos hospedados. E isso é só um prólogo do que sucedera.

Como brasileiros que somos, o reencontro fora quase uma festa. Com muita correria fechamos as malas, umas com um pouco mais de empenho do que outras. Corremos para o saguão do hotel e esperamos por nossa condução. Logo veio a despedida sintética. Todos estavam preocupados demais pensando em como colocar todas aquelas malas em uma simples van.

Foi difícil, mas coube. A viagem até o aeroporto fora tranquila.

Pára aqui! A pausa se faz necessária para o que está por vir...

Agora, é que realmente começa a história. Motivo inestimável. Razão da minha busca ao desabafo. Aqui!

Nova Iorque, 28 de fevereiro de 2010, aeroporto internacional La Guardia, 15 horas e 33 minutos.

O problema. ("o problema" tivera de ser censurado por motivo de vexata quaestio...rs)

(...)

A viagem ocorrerá, e breve estaremos em Miami Beach, um pouco mais distante do então desconhecido Trópico de Câncer e mais próximo da nossa querida Linha do Equador. Que bom é se aproximar da nossa casa. Já poderemos ouvir um pouco mais da nossa familiarizada língua latina, tão pronunciada em Miami.

Existia um plano para Orlando, mas ele tivera de ser limado em virtude do pouco tempo que teremos para desfrutar de Miami Beach. A nevasca além de castigar aos novaiorquinos, também corroborou com a perda lamentável de não poder visitar a tão divertida Disney, podemos considerar também consequência dos versos postos aqui. Ou coincidência - desta vez sem calcular.

Pensei em falar sobre o ir e vir das pessoas no aeroporto, observado por mim nessas duas horas de espera, mas resolvi parar por aqui.

Termino enfim, resumindo o dia de hoje como um típico dia de Nova Iorque, balanceado com uma overdose de sentimentos, todos vividos com muita intensidade, como tivera acontecido até hoje, por toda essa viagem que foi, sem dúvidas, INESQUECÍVEL.

Obrigado a todos os amigos que FIZERAM parte e FORAM parte desta viagem.
Bye

sexta-feira, 19 de março de 2010

Sinceridade é Tudo!!!

Foto muito boaaaaa!!!!!!!! tirada no estádio de futebol americano, a casa do time Cincinnati Bengals da National Football League.

Essa foto é dedicada a todos os "carinhas" que nos param no sinal para pedir um trocado sempre pra comprar o "leite das crianças"...

Sinceridade Sempre....rs...!!!

domingo, 14 de março de 2010

O jeitinho carioca

esse é o povo,
esse é o espirito.
a má prestação do serviço público
não nos abala,
nem nos faz perder a esportiva.
esse é povo carioca.
e esse é o rio em dias de chuva.

sábado, 13 de março de 2010

Todos os encontros bons

A noite segue calma e mansa quando se têm eles por perto.
O calor da Cidade Maravilhosa vira distração nessas horas.
Sentar em um bom lugar, boa companhia, boa comida.

A noite segue assim...

Sempre um prazer, acompanhado de risos e gargalhadas que varão noite adentro.
Sem perceber o avançar das horas, que passam em proporção inferior aos sessenta segundos ditos pela ciência.

Da alegria estreita do começo de noite,
a euforia contagiosa prolongada.
À noite por si só já me parece boa,
com vocês por perto, melhor ainda.

É bom estar e melhor ainda é permanecer.
Até amanhã, logo pela manhã.
Em um novo dia de sol, calor e vocês.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Um novo tempo

Há tempos escrevo.
Há tempos escondo.

Há tempos em que mostro.
Há tempos em que escancaro.

Houve o tempo em que escondia.
Houve o tempo em que não escrevia.

Há tempos que subtraio certas linhas,
Há tempos que acrescento outras tantas.

Há tempos em que prefiro não ser entendido.
Há tempos em que não entendo o que escrevo.

E hoje,
Hoje é o tempo de guardar o que escrevo e, sobretudo, compartilhar.

Esse é o novo tempo.
O meu tempo!
Vai começar...