quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

as coisas acontecem...



\ Inacreditavelmente incrível.
\ Todas as coisas que acontecem sem que possamos imaginar ou prever já é surpreendente para nós em sua simples essência.
\ Mais intenso ainda é quando isso ocorre com pessoas e não fatos.
\ Estamos no sofá vendo tv e chega uma mensagem de alguém completamente inimaginável.
\ Não, Não é assim que as coisas acontecem.
\ Elas simplesmente fluem com uma naturalidade e leveza que você não percebe e, sutilmente se deixa levar, numa correnteza deliciosa do desconhecido, onde há sempre um presente do acaso pra você ao final da jornada.
\ Aqueles que não se permitem a essa viagem, são verdadeiros entusiastas, conservadores.
\ Não sabem o que é viajar a mercê do tempo, com a correnteza do acaso a te impulsionar.
\ Viver em sintonia com algo que nem mesmo se sabe o quê, mas tão somente pelo fato de viver...
\ E se te falta o entendimento ou nexo sobre tudo isso, não se desespere, o mundo também abriga aqueles que não se arriscam.
\ Mas sobre aquilo que dizia há pouco...
\ O inacreditavelmente incrível; isso é privilégio que a vida só reserva aqueles que nadam na correnteza das águas doce do acaso.

sábado, 25 de dezembro de 2010

dia cinza em pleno verão



O dia amanhece com um sol digno de verão – robusto e brilhoso, exposto na moldura do céu azul sem nuvens, mas você não quer, sequer abrir a janela para contemplar, o que é pra você, só mais um dia de verão.

A cama fica sendo a melhor das opções neste momento. Nem mesmo o sol, nem a praia, nem amigos lhe dizendo que música escutar para distrair o coração, lhe interessam neste momento. E a cama, permanece sendo a melhor opção.

As horas passam, telefone toca, os olhos se abrem com dificuldades no meio do quarto gelado e escuro. Você percebe que é mais uma receita, como fórmula matemática, chegando para você, agora por mensagem, e você então, toma mais uma pílula, a seco, para lhe curar do mal que só mesmo você pode entender.

Sabe, certa vez um amigo sofreu um acidente. Seu nome era Hertur e me lembro bem de tudo que conversamos sobre o mal que lhe acometeu. Acredito que tudo tenha ocorrido a pelo menos cinco anos atrás.

Ele perdeu o que lhe mantinha de pé. Pelo menos era assim que ele acreditava ser. Perdeu sua espinha dorsal, num dos eventos que a vida nos reserva, sem sequer pedir licença. E me lembro bem que nem médicos, nem aparelhos modernos da medicina podiam atestar o que ele sentia, apesar de todas as dicas, receitas, formulários, nada curava sua dor.

O amor é sinônimo de alegria, felicidade, mas é também, muitas vezes, sinônimo de dor. Você vai então pensar, mas ele não sabe nada sobre o amor. E tens razão: - não sei!
Mas percebi que a dor do amor, não pode ser curada com receitas prontas, formulários, tratamentos, nem tampouco conselhos. Hertur me fez perceber isto.

Em um de seus tratamentos, para tentar curar sua espinha dorsal, percebeu que só o tempo era o seu amigo, o que esteve com ele o tempo todo em silêncio. Aquele que não lhe ofereceu cigarro para aliviar o estress, nem uma dose de whisky para esquecer a dor e nem uma noite de prazeres para lhe descontrair da angústia. O tempo foi de todos os amigos, o mais sábio. Sutilmente, em silêncio.

A dor que sentia era de tirar o fôlego, de lhe faltar ar, mesmo com os pulmões cheios dele. A dor era do medo. Medo do que era completamente novo para ele. A dor de não saber como seria o agora, sem sua coluna, seu pilar, sem seu alicerce. Aquilo que lhe mantinha de pé, em movimento. A dor era de olhar pra trás e ver o quanto caminhou enquanto a teve consigo, e como iria caminhar agora, sem a tê-la. Será que saberia seguir? Reaprender a viver? Será que é mesmo uma nova vida que teria de enfrentar?

Sobre todas as dúvidas que rondavam sua cabeça, o seu melhor amigo tratou de lhe mostrar o que ele, simplesmente, não conseguia mais vislumbrar. O tempo se encarregou de lhe dar às mãos, resgatar sua confiança, ajustar a disritmia de sua respiração, tapar o vazio de seu peito com boas recordações e também edificou novos sentimentos por coisas que antes, eram imperceptíveis a ele.

E sobre todos os bens que lhe fez o tempo, lhe deixou bem claro também, que não apagaria as lembranças do que viveu com sua espinha dorsal no lugar, mas sim, transformaria todas elas em ponte para o que ele deveria ser daqui pra frente.

A tarde vem vindo, e eu já conto a oitava ligação que não atendi.

O lindo sol que pairava mais cedo começa a deixar a janela do meu quarto, e aquele dia radiante de verão já não é mais tão radiante como antes. Assim como o céu, que já cedeu o brilho de seu azul do dia, para o insosso cinza da noite.

A cama deixa de ser a melhor opção e percebo que a melhor coisa que tenho a fazer é pegar o telefone e reunir as últimas oito chamadas não atendidas para uma fascinante gargalhada em grupo, seja num bar, numa sauna, piscina, varanda, sala, seja qual for o lugar.

A sabedoria em silêncio do tempo foi sim o melhor amigo para Hertur, e ele aprendeu muito com todo o seu acidente. Mas eu não seria nada se não fossem as vozes claras e gargalhadas estridentes dos meus verdadeiros amigos, os deuses de carne e osso.

"que a história de Hertur nos alerte: - não faça de seus sentimentos o que lhe mantém de pé!"

Momento Ideal

O sol deu as caras hoje de uma maneira diferente. Incrível como um simples acontecimento faz com que olhemos tudo o que já estava a nossa volta, agora de forma diferente.

O dia é 25 e o mês é dezembro. O cenário é completamente diferente por conta de apenas sete dias, que separam o novo do velho, o agora do desconhecido.
Se atirar do penhasco não é tão fácil assim. E difícil também, é chegar até ele e simplesmente desistir.

Sete dias separam o penhasco do hoje, cento e sessenta e oito horas, da agonia estridente da dúvida.

A estrada à seguir é tortuosa, caminhar pela trilha densa será uma verdadeira aventura, e as vezes essa aventura pode te dar aquele friozinho na barriga, mas não se esqueça de que não há um momento ideal para se jogar, você apenas precisa ter a convicção necessária para simplesmente, apostar.

Um novo ciclo tende a se iniciar, a vida é mesmo cíclica, passamos por diversas fases nela.

Mas sobre tudo isso, apenas acredito no final de mais um capítulo.
Ainda há história a ser construída, juntos.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

s . e . j . o . g . a . !


"cada um de nós compõe a sua própria história e cada ser carrega o dom de ser capaz de ser feliz"

Você está diante de um penhasco, prestes a se atirar, e um turbilhão de pensamentos passeiam numa velocidade avassaladora por sua mente. São instantes de segundos que separam o velho do novo. Uma escolha.

O penhasco permanece ali, intacto. Ele te encara como um gigante, e você não pode se acovardar agora que chegou até aqui.

Os pensamentos continuam lhe assombrando a mente, num ritmo de meter medo.

O tempo nessas horas vira o seu melhor amigo, aquele no qual você se refugia para não se jogar assim, sem ponderar. Aquele que também te dá alento para não desistir assim, por medo.

Você então se agarra no suspiro do tempo e, faz dele o seu melhor uso. É hora de acalmar a mente, descansar os pés, respirar no compasso e desacelerar o coração. É hora de encontrar de fato a sua bússola...

E antes que você se jogue, acredite: as perguntas encontraram respostas, antes mesmo que essa busca pelo invisível encontre um fim.

sábado, 18 de dezembro de 2010

"e mesmo que eu tiver a minha liberdade, não tenho tanto tempo assim.
e mesmo que eu tiver a minha liberdade, será que existe vida em marte?"