Hoje quando acordei, ainda meio atônito com o encontro que sucedera na noite pretérita, o barulho insólito do despertador que me dava ânimo necessário para se começar um novo dia, marcava seis horas e quinze minutos do dia vinte de julho de dois mil e dez.
Não é comum, pelo menos pra mim, acordar com ânimo a esta hora da manhã, mas hoje foi assim que aconteceu.
Os olhos se abriram com dificuldades, enquanto eram ofuscados pelo clarão do sol que invadia o quarto pela janela lateral, numa fresta de janela esquecida, descoberta pela cortina, dava ao sol a anuência necessária para tal invasão.
Logo após a difícil atividade de abrir os olhos e declarar-me oficialmente, acordado; puxei o ar a plenos pulmões para se começar um dia com disposição, e fui surpreendido por um cheiro que me afagou as narinas. O coração aumentou o seu compasso, ainda com os pulmões cheios, o cérebro me enviava a leitura exata do momento, até a percepção lógica de auferir que era o perfume doce dela, intocável, que me obrigou a esvaziar os pulmões, fechar os olhos novamente e poder desfrutar ao máximo a essência doce que me cortejava o momento, logo pela manhã.
Após a delicada experiência matinal, a rotina seguiu normalmente e não pude mais sentir, ainda que tentasse, o perfume que me rondara o sono.
O que me faz feliz nessa história é saber que poderei senti-lo novamente.
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